5 Erros Graves de Gestão

5 Erros Graves de Gestão

By Andréia Frota
Em 28/04/19

5 Erros Graves de Gestão

1. Tratar o caixa da empresa como se fosse seu

Um dos maiores erros de gestão consiste em misturar o dinheiro da empresa com o do seu proprietário. Pagar o colégio das crianças no caixa da empresa, ou comprar matéria-prima com seu cartão pessoal leva ao descontrole e, em pouco tempo, já não se sabe mais se você está consumindo o dinheiro que deveria estar gerando renda para você ou se o seu dinheiro pessoal está financiando a empresa, ocultando deficiências na gestão do fluxo de caixa ou na margem de lucro.

Estabeleça um percentual máximo de dividendos ou pró-labore para retirada periódica: esse dinheiro é sagrado! Se a empresa não consegue pagar seus rendimentos, refaça as contas: ou a empresa não está gerando o lucro esperado ou as retiradas propostas estão acima da capacidade financeira da empresa. Lembrando que toda empresa em início de operação precisa de um tempo para maturar o suficiente a ponto de permitir retiradas de lucros e pro-labore.

Não use o caixa da empresa para pagar despesas pessoais: se as retiradas previstas não estão sendo suficientes à sua sobrevivência, você precisa rever seu orçamento pessoal ou gerar renda extra. Mas nunca pegue empréstimos no caixa da empresa, caso contrário, esta, que é sua fonte de renda, poderá ficar em apuros, sem dinheiro para comprar matéria-prima ou para pagar seus empregados e demais contas básicas essenciais à sua adequada operação.

Mantenha um capital de giro suficiente para que a empresa possa fazer frente às despesas mensais, especialmente quando há grande espaçamento entre o período de pagamento de fornecedores e o recebimento efetivo das vendas a prazo.

 

2. Não manter reserva de lucros

Máquinas e equipamentos possuem um tempo limite de produção. Expirado este tempo, começam a quebrar com frequência e os gastos com manutenção acabam por consumir sua margem de lucro. Ademais, com o constante desenvolvimento da tecnologia, vão se tornando obsoletos e sua empresa corre o risco de perder espaço em função de uma concorrência mais moderna e eficaz no atendimento às necessidades dos clientes.

Assim, é muito importante sempre guardar uma parte dos lucros para reinvestir, quando necessário, ou ainda, fazer frente a despesas não previstas, como a necessidade de realizar uma obra, melhoria das instalações, mudança de endereço, reposição temporária de empregados afastados por licença médica, dentre outros.

 

3. Não ter metas

Quem não sabe para onde quer ir, fica à deriva e perde o lugar para quem navega rumo ao atendimento à necessidade dos clientes e do mercado. Para sobreviver em uma economia tão complexa é essencial conhecer o seu cliente, o seu mercado, ter idéia de direção e corrigir o rumo quando necessário.

 

4. Abandonar o negócio aos cuidados de terceiros

Se você que é dono da empresa, investiu seu suado dinheiro para criar um empreendimento, depende dos resultados financeiros para ser remunerado, não está preocupado em administrar a empresa de perto, o que o faz crer que um empregado que ganha, muito provavelmente, um piso salarial, irá cuidar por você?

Não que empregados não sejam confiáveis. Não se trata de confiança: trata-se de motivação. Se a idéia é ficar em casa e deixar o dinheiro trabalhar sozinho, melhor investir no mercado financeiro. Nenhuma empresa anda sozinha. Uma boa administração e acompanhamento é essencial ao sucesso de qualquer empresa.

 

5. Ser uma empresa de um cliente só

Fechar um grande contrato, capaz de pagar todas as contas e gerar um lucro considerável é fantástico. Mas ter todo o seu negócio baseado em um único cliente é certeza de problemas em um futuro próximo. Se, por algum motivo, o cliente atrasa o pagamento ou rescinde o contrato, acabou a sua empresa.

Diversifique! Busque alternativas. Um bom contrato não é garantia de futuro certo.

 

Beijos,

E até a próxima…

Sobre o Autor

Andréia Frota administrator

Advogada e contabilista, especialista em Direito Tributário e Previdenciário, com mais de 20 anos de experiência na área. Formada ainda em administração, é uma ávida devoradora de livros e apaixonada por cursos livres. Estudou gestão de riscos e gestão de projetos em Stanford, Estados Unidos, escrita criativa em Oxford, Inglaterra, dentre vários outros assuntos de interesse pessoal.

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