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6 dicas para aumentar as vendas

By Andréia Frota
Em 31/03/19
Como aumentar as vendas

Imagem de Magic Creative por Pixabay

O grande número de empresas que vendem produtos similares e que podem ser adquiridos em apenas dois ou três clique tornam as vendas presenciais bastante desafiadoras. Desta forma, a abordagem e a forma de apresentar seu produto ou sua empresa pode fazer toda a diferença não apenas para realizar uma boa venda, mas, principalmente, fidelizar o cliente. Descubra neste artigo como aumentar suas vendas, com 6 dicas simples:

  1. Conheça o seu produto. Nada mais irritante do que chegar na loja, pedir informações e… ninguém sabe dizer se o produto atende ou não às especificações que você precisa. O que o cliente faz? Procura outra loja… Ou vai no google e… acaba comprando online. Em qualquer caso, adeus cliente!
  2. Explique o seu produto em linguagem simples, que qualquer um entenda. Lembre-se que nem todo mundo que compra um computador ou celular sabe o que significa entrada RS-232C, DDR4, WiSA Ready e outras sopinhas de letras tão comuns aos produtos de alta tecnologia.
  3. Ao invés de listar ao cliente tudo o que o seu produto faz (e matar o pobre coitado de tédio!), escolha apenas duas ou três coisas que realmente importam e “traduza” em algo que seja relevante para o cliente. Exemplos:
    • Com este celular, você consegue armazenar 50% mais fotos do que os modelos mais antigos;
    • Este fone de ouvido possui o som mais claro do que o das marcas concorrentes;
    • Este software permite aumentar a produtividade em até 30%, quando comparado ao processo manual ou ao produto dos concorrentes.
  4. Se existe algo bastante desagradável é sentir-se enganado pelo vendedor ou pela loja. Clientes bons não são apenas aqueles que compram, mas sim, os que ficam satisfeitos, divulgam e dão boas referências para a família e os amigos. Cuide da reputação de sua loja e de seus produtos. Não invente atributos ou qualidades que não existem.
  5. Foco no que realmente importa: o cliente. Claro que a loja precisa estar limpa, arrumada, mas não faz sentido colocar toda a sua força de trabalho para limpar e deixar o balcão descoberto.
  6. Confira a encomenda antes de sair para a entrega. É extremamente frustrante receber uma encomenda errada, sem contar o transtorno de ter que ligar, reclamar, fazer a troca. Lembre-se: a concorrência está a um clique de distância.

Cliente satisfeito é fonte de indicações. Que aumentar as vendas? Invista em um bom atendimento.

Boas vendas e até a próxima!

Deduções na base de cálculo da retenção de INSS

By Andréia Frota

em 18/03/2019

Image by bridgesward from Pixabay

Você presta serviços sujeitos à retenção da contribuição previdenciária e utiliza materiais e/ou equipamentos para execução das suas atividades de pessoa jurídica? Então veja as regras para que estes custos possam ser deduzidos da base de cálculo da retenção:

1. O valor dos materiais e dos equipamentos aplicados na prestação dos serviços deve ser informado na nota fiscal. SEMPRE! Sem o destaque do valor dos materiais e dos equipamentos a retenção deverá ser calculada com base no valor integral da nota fiscal.

 

2. O valor dos materiais e equipamentos que serão deduzidos devem ser discriminados em moeda (R$). SEMPRE!

Forma correta de discriminar a dedução na nota fiscal:

Valor total da Nota Fiscal: R$ 100.000,00

(-) Materiais utilizados na prestação de serviços: R$ 30.000,00

(-) Equipamentos utilizados na prestação de serviços: R$ 10.000,00

(=) Base de cálculo da retenção INSS: R$ 60.000,00

Forma ERRADA (NÃO UTILIZE!!!!):

Valor total da Notal Fiscal: R$ 100.000,00

(-) Materiais e/ou equipamentos utilizados na prestação de serviços: 50%

Outra forma ERRADA (NÃO UTILIZE!!!!):

Base de Cálculo do INSS: 50%

3. O contrato deve informar que serão utilizados materiais e/ou equipamentos na prestação dos serviços. Se não constar esta informação no contrato, será necessário demonstrar ao fisco que a utilização de materiais e equipamentos é inerente à execução da atividade. Ex.: na pavimentação asfáltica e na construção civil, normalmente, são utilizados equipamentos pesados e materiais, ou seja, a aplicação de materiais e equipamentos é inerente ao exercício da atividade econômica. Neste caso, além de demonstrar a inerência, a dedução ficará ainda sujeita a limites, não podendo a base de cálculo da retenção ser inferior a:

– Regra geral, 50% do valor bruto da nota fiscal

– Nos serviços de construção civil:

a) 10% para pavimentação asfáltica;

b) 15% para terraplenagem, aterro sanitário e dragagem;

c) 45% para obras de arte (pontes ou viadutos);

d) 50% para drenagem; e

e) 35% para os demais serviços realizados com a utilização de equipamentos, exceto os manuais.

Isso significa que a base de cálculo do INSS na prestação dos serviços de terraplanagem, por exemplo, fica reduzida a 15% do valor bruto da nota fiscal? NÃO! Isto significa que, a dedução dos custo efetivamente incorridos com materiais e equipamentos fica limitada a 15% do valor bruto da nota fiscal.

 

4. O valor dos materiais e equipamentos deve estar discriminado no contrato. Se não houver discriminação de valores no contrato, a dedução será limitada da seguinte forma:

– Regra geral, a base da retenção não pode ser inferior a 50% do valor bruto da nota fiscal de serviços.

– Transporte de passageiros, cujas despesas de combustível e de manutenção dos veículos corram por conta do prestador dos serviços, 30% do valor bruto da nota fiscal de serviços

– Limpeza hospitalar, 65%

– Demais tipos de limpeza, 80%

Outras Deduções

Poderão ser deduzidas da base de cálculo da retenção as parcelas que estiverem discriminadas na nota fiscal, que correspondam:

  • Ao custo da alimentação in natura fornecida pela contratada e, a partir de 11/11/2017, ao custo do auxílio alimentação, desde que este não seja pago em dinheiro; e
  • Ao fornecimento de vale-transporte, de conformidade com a legislação própria.

Importante:

  • A Receita Federal pode exigir do prestador dos serviços a comprovação dos valores despendidos. Desta forma, guarde sempre a documentação correspondente, de acordo com os prazos previstos na legislação tributária e previdenciária aplicável.
  • O valor relativo a taxas de administração ou de agenciamento não poderá ser deduzido da base de cálculo da retenção.

 

Dúvidas?

Mande um email (duvidas@manualdaempresa.com.br)… Quem sabe fazemos um vídeo especial sobre retenções previdenciárias?

Beijos,

E até a próxima…

 

Optantes pelo SIMPLES e a retenção de INSS

By Andréia Frota

em 09/03/19

Image by rawpixel on Pixabay

Uma pergunta que recebo com bastante frequência é “as empresas enquadradas no SIMPLES estão dispensadas da retenção da contribuição previdenciária incidente em suas prestações de serviços?”. Para surpresa de muitos, a resposta é: depende!

O artigo 191 da Lei Complementar 123/06 determina que as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional “que prestarem serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada não estão sujeitas à retenção referida no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços emitidos”. Porém, o inciso II deste artigo traz uma exceção: sujeitam-se à retenção os serviços tributados na forma do Anexo IV desta mesma norma, quais sejam:

  • Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de sub-empreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores;
  • Serviço de vigilância, limpeza ou conservação.
  • Serviços advocatícios.

Simples? Claro que não… Na verdade, aqui começa a complicação: a Receita Federal faz uma clara distinção entre “obra de construção” e “serviços relacionados à construção”. Como assim? Deixa eu dar como exemplo uma “Solução de Consulta” (resposta da Receita Federal a consultas formais protocoladas por contribuintes):

“Solução de Consulta Disit/SRRF08 nº 8004, de 21 de março de 2018

Assunto: Simples Nacional
SERVIÇOS DE PINTURA. ANEXOS III E IV. RETENÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
A empresa optante pelo Simples Nacional, que não exerce atividade vedada a esse regime de tributação, contratada unicamente para prestar serviço de pintura, em relação a essa atividade, deve ser tributada na forma do Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006, e não está sujeita à retenção da contribuição previdenciária prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.
Caso a ME ou EPP seja contratada para construir imóvel ou executar obra de engenharia em que o serviço de pintura faça parte do respectivo contrato, sua tributação ocorrerá com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006.
(…)

SERVIÇOS DE COLOCAÇÃO DE PAREDES E FORROS DE GESSO. ANEXOS III E IV. RETENÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
A empresa optante pelo Simples Nacional, que não exerce atividade vedada a esse regime de tributação, contratada unicamente para prestar serviço de colocação de paredes e de forros de gesso, em relação a essa atividade, deve ser tributada na forma do Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006, e não está sujeita à retenção da contribuição previdenciária prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.
Caso a ME ou EPP seja contratada para construir imóvel ou executar obra de engenharia em que o serviço de colocação de paredes e de forros de gesso faça parte do respectivo contrato, sua tributação ocorrerá com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006”.

 

Resumindo: se a empresa é contratada APENAS para pintar paredes ou fazer colocação de forros e paredes de gesso, estará executando “serviços relacionados à construção” e não uma “obra”, logo, não estará sujeita à retenção da contribuição previdenciária. Porém, se a empresa é contratada para construir um imóvel ou fazer uma reforma, e a pintura e colocação de forros e paredes é apenas uma etapa do contrato de construção civil, então trata-se de “obra” e, portanto, estará sujeita à retenção.

Mas, como saber se uma atividade é uma obra ou um serviço relacionado à construção? Uma boa referência é o Anexo VII da Instrução Normativa RFB 971/09. A Receita Federal considera como “obra de construção civil” a “construção, a demolição, a reforma, a ampliação de edificação ou qualquer outra benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo, conforme discriminação no Anexo VII” (art. 322, I da IN RFB 971/09).

Este anexo pode ser encontrado no site da Receita Federal:

http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/anexoOutros.action?idArquivoBinario=17733

Se a atividade estiver descrita na lista do Anexo VII como “obra”, deve sofrer a retenção. Exemplo:

4211-1/01 CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS E FERROVIAS (OBRA)

Esta Subclasse compreende:

– a construção e recuperação de autoestradas, rodovias e outras vias não-urbanas para passagem de veículos;

– a construção e recuperação de vias férreas de superfície ou subterrâneas, inclusive para metropolitanos (preparação do leito, colocação dos trilhos, etc.);

– a construção e recuperação de pistas de aeroportos;

– a pavimentação de autoestradas, rodovias e outras vias não-urbanas; pontes, viadutos e túneis, inclusive em pistas de aeroportos;

– a instalação de barreiras acústicas;

– a construção de praças de pedágio.

 

Se estiver descrita como “serviço”, não estará sujeita à retenção. Exemplo:

4321-5/00 INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO ELÉTRICA (SERVIÇO)

Esta Subclasse compreende:

– a instalação, alteração, manutenção e reparo em todos os tipos de construções de;

– sistemas de eletricidade (cabos de qualquer tensão, fiação, materiais elétricos, etc.);

– cabos para instalações telefônicas e de comunicações;

– cabos para redes de informática e televisão a cabo, inclusive por fibra óptica;

– antenas coletivas e parabólicas;

– pára-raios;

– sistemas de iluminação;

– sistemas de alarme contra incêndio;

– sistemas de alarme contra roubo;

– sistemas de controle eletrônico e automação predial;

– a instalação de equipamentos elétricos para aquecimento.

Importante:

  1. O que define se algo se enquadra ou não no conceito de “obra” não é o fato de certa atividade envolver a quebra de paredes e pisos, por exemplo. A instalação de sistemas de incêndio pode envolver quebra de parede, instalação hidráulica, etc., porém, na lista da IN RFB 971/09 é tratada como serviço.
  2. Não confunda “objeto do contrato” com suas fases ou etapas (atividades-meio ou eventos de faturamento). O que se tributa é a universalidade do contrato, o objeto como um todo e não suas fases e etapas isoladamente. Se o objeto contratado for a reforma de um imóvel, todas as notas fiscais devem ser tributadas como construção civil, ainda que o “evento de faturamento” seja a conclusão de uma fase de projeto, pintura, terraplanagem, instalação elétrica, etc.

 

Beijos,

E até a próxima…

 

 

Como perder um cliente em uma semana…

By Andréia Frota

em 09/03/19

Esta semana decidi retirar meus recursos financeiros de uma das maiores empresas de investimentos do Brasil. Por que? Já explico…

Sou uma pessoa que gosta muito de planejar e preparar tudo com antecedência. Eu sabia que teria recursos extras para receber neste mês e, assim, vinha pesquisando há algum tempo quais seriam os melhores investimentos para maximizar meus rendimentos e, com isso, antecipar o atingimento das metas programadas.

A empresa ofereceu um assessor para fazer minha orientação. Expliquei ao assessor meus objetivos e metas. Porém, o assessor não quis nem conversar: disse que seria melhor nos falarmos quando os recursos já estivessem na conta. Primeiro ponto negativo: o descrédito. O assessor, em um primeiro momento, achou que estaria desperdiçando seu tempo em uma primeira conversa com um cliente que ainda não possuía recursos em conta. Se alguém com uma meta ambiciosa de juntar R$ 2 milhões em 12 anos não interessa à investidora, porque eu vou me interessar por ela? Mas resolvi dar o benefício da dúvida…

O dinheiro chegou, fiz o aporte e… o consultor sumiu! Enviei e-mails, liguei e… nada! Véspera de carnaval, fiquei a ver “blocos” e o dinheiro ficou parado na conta. Mais um ponto negativo: a empresa descumpriu um compromisso assumido com o cliente.

Quarta-feira de cinzas. Já irritada com o dinheiro parado sem render nada, decidi aplicar parte dos recursos sozinha. Como disse, já havia feito meu “dever-de-casa” e sabia o que queria. O assessor seria apenas uma segurança a mais, de poder contar com um especialista no assunto. A pesquisa incansável e a superação do medo de lidar sozinha com aplicações financeiras não usuais para o meu perfil de investidora renderam frutos: 3,51% de valorização em 2 dias… Mais um ponto negativo para a empresa: o suposto valor agregado que me levou a buscar a empresa (a oferta de um assessor de investimentos) não me serviu para nada… talvez eu tivesse conseguido resultados melhores com um assessor, mas como minha meta é atingir resultados melhores do que investimentos em títulos do tesouro e CDBs, já estou feliz com o andar da carruagem… O resultado final das minhas escolhas só vou conhecer daqui há alguns anos, afinal, ações e fundos imobiliários são investimentos para longo prazo. Mas foram minhas escolhas e estou feliz com elas. Se não ficar feliz com os resultados, eu repenso depois…

Lembrando que isto não é recomendação de como tratar seus investimentos: o ideal é sempre consultar um especialista. Meu objetivo aqui é apenas mostrar erros comuns no atendimento a clientes que acabam levando à perda de um ou de muitos clientes.

De qualquer forma, as coisas não pararam por aqui. O pior ainda estava por vir. Estou há algum tempo acompanhando fundos de investimento imobiliário e identifiquei uma oportunidade de subscrição de cotas a R$ 100,00 + taxas (R$ 2,21). Comentei com um amigo, que é atendido pelo mesmo assessor. Fizemos então o registro do interesse em participar da emissão. Nossas reservas foram confirmadas. Recebi a informação, por escrito, de que poderia colocar os recursos para liquidação do investimento em 01/03/19. Na data prevista, os recursos estavam em conta. Este fundo, na última sexta (08/03/19), fechou sua cotação na bolsa em R$ 112,09. Uma valorização do investimento de 9,66% em uma semana, certo? Errado! Meu investimento nunca foi liquidado. Depois de questionar a falta de liquidação (e o dinheiro correspondente parado em conta) eu soube que, na verdade, por ainda não ter investimentos na corretora eu deveria ter disponibilizado os recursos em 25/02. Super pontonegativo: informações erradas prestadas pela empresa me causaram a perda de oportunidade de valorização de um investimento em quase 10%.

O assessor então diz que tem uma outra oportunidade que poderia gerar um ganho semelhante, uma outra subscrição de cotas de outro fundo imobiliário. Mas como ele não tinha certeza ainda da data de liquidação, ficou de colocar os recursos que estavam parados na conta em uma renda fixa de liquidez diária e me ligar depois com as informações. Dois superpontos negativos que levaram à minha decisão final de retirar os recursos da empresa de investimento:

  • O dinheiro nunca foi para a renda fixa. Continuou parado em conta.
  • A “super novidade”, na prática, era um fundo que eu já havia lido o prospecto na semana anterior, já havia comentado com o mesmo amigo mencionado acima que, por sua vez, discutiu o assunto com este mesmo assessor (eu estava junto, em viva voz) e… recebemos, na época, a informação de que não valia à pena e que não haveriam cotas disponíveis, por conta do direito de preferência daqueles que já são cotistas.

Em resumo, se você possui uma empresa cujo negócio é a oferta de serviços especializados, evite estes erros primários de atendimento:

  • Conheça o seu negócio! Mantenha-se atualizado SEMPRE!
  • Não adianta criar uma reputação sólida para logo em seguida relaxar… As pessoas não são fiéis à marca, mas sim, à qualidade que a marca representa.
  • O pré-atendimento é essencial e pode fazer toda a diferença entre ganhar ou não um cliente. Você não precisa (e não deve!) entregar todo o planejamento ou serviço antes da assinatura do contrato, mas deve passar pelo menos uma idéia por alto do que pretende, de forma a transmitir confiança.
  • Com a ampla difusão do conhecimento pela internet, muito clientes procuram informações antes de contratar qualquer serviço . Sim, é claro que existe informação errada, incompleta e distorcida na internet, mas cabe a você mostrar isso ao cliente e demonstrar a razão pelo qual ele deve contratá-lo. Nunca parta do princípio de que está falando com alguém que não tenha nem idéia do que quer, mesmo que isso seja a primeira coisa que ele diga.
  • Cliente não é seu amiguinho. Cliente é uma pessoa que está pagando por resultados. Cumpra prazos e compromissos! SEMPRE! Cliente não quer desculpas (tive um problema de saúde, eu tinha uma viagem planejada, meu filho isso ou aquilo…), mas sim, resultados concretos, dentro do prazo e do orçamento previsto.
  • Mantenha o cliente informado do que está acontecendo a cada etapa do serviço, apresente opções, riscos, vantagens e desvantagens de cada escolha.

Mãos à obra,

E até a próxima…

Bjs.

Antes de começar um novo negócio…

By Andréia Frota

Começar um novo negócio, imaginar a concretização do sonho de independência financeira é sempre revigorante e… assustador! Vem aquela vontade de ver tudo acontecendo “para ontem” e, ao mesmo tempo, bate aquele friozinho na barriga, e lá vem a famosa pergunta “e se…”: o medo de fracassar. Assim, muitas idéias morrem sem nem ao menos terem a chance de chegar ao papel, enquanto outras se transformam em realidade rápido demais, sem passarem pelo tempo necessário de amadurecimento, fracassando logo em seguida… Azar? Desejo do destino? Não! Falta de planejamento adequado…

Mas… Andréia, e a crise? As eleições, a lava-jato? Eu respondo: não importa o cenário econômico ou político, todos nós temos que sobreviver! Nosso futuro e o de nossos filhos depende da nossa capacidade de adaptação constante a qualquer cenário. Planejar, replanejar e planejar novamente tantas vezes quanto forem necessárias.

Portanto, mãos à obra!

Mas, Andréia, por onde eu começo?

Nesta primeira breve reflexão acima, apresentamos as duas primeiras barreiras que podem atrapalhar seu objetivo de empreender: a ansiedade, que leva à pressa e consequente precipitação de eventos, e o medo. Mas a pressa e o medo não são antagônicos? Nem sempre! Quem já ficou na fila do cinema para assistir “O Exorcista” ou na fila de um parque esperando a vez para embarcar na montanha russa sabe bem como estes dois sentimentos convivem amigavelmente juntos…

Existe alguma forma de amenizar estes agentes? Sim! Papel, caneta e… disciplina. Eu, particularmente, amo planilhas… minha vida está em planilhas!!!! Mas não durmo sem um caderno e caneta na mesa de cabeceira, onde anoto todas as idéias que quero desenvolver mais tarde… Porém, não importa muito se você vai usar o próprio celular para fazer anotações, o tablet, um caderno ou um papel de pão. O importante é escrever, trazer para “o mundo das coisas” aquelas idéias que estão só no seu cérebro e… planejar sempre!

Comece respondendo às seguintes perguntas:

1. “O que eu quero?”

Essa pergunta é importante não só para os negócios, mas para a sua vida em geral. Não adianta traçar metas empresariais se a sua vida particular não possui um direcionamento. Planejar a carreira, vida profissional ou empreendedorismo sem sabermos onde queremos chegar como indivíduos leva ao risco de definição de metas conflitantes e, possivelmente, uma delas ou todas não terminarão como esperado. Exemplo: se você estabelece uma meta de passar mais tempo com a família nos próximos 12 meses, viajar ou iniciar uma faculdade, muito provavelmente estas metas irão conflitar com a criação de um novo empreendimento que irá ocupar grande parte do seu tempo durante sua implantação e acompanhamento.

2. “Por que (ou para que) eu quero?”

A meta pela meta não traz satisfação pessoal. Muito pelo contrário. No momento em que a meta for atingida virá aquele primeiro momento de felicidade, seguido do sentimento de “Acabou! E agora?”.

Nossos recursos, tais como “tempo” e “dinheiro”, normalmente, são escassos e sua disponibilidade muito menor do que a que precisamos para realizar todos os nossos desejos. Assim, analisar o motivo pelo qual desejamos algo muitas vezes nos leva à conclusão de que nosso foco não deveria ser aquele, mas sim, algum outro fator, objeto ou evento que pode levar a uma solução mais satisfatória. Ex.: sua meta de empreender está relacionada a um desejo de independência? Mudança profissional? Mudança no período em que consegue ficar em casa? Reduzir o tempo dispendido em trânsito? Ou tem relação com alguma insatisfação no trabalho atual? Note que muitas dessas questões poderiam ser resolvidas por outros meios como, por exemplo, uma negociação de horário ou de execução das atividades em home office. Ou ainda, lidar diretamente com o problema que gerou a insatisfação no trabalho…

3. “Quais objetivos e metas são mais importantes ou irão gerar maior satisfação pessoal?”

Tudo ao mesmo tempo agora não funciona! Selecione seus principais objetivos e priorize: escolha um ou, no, máximo, dois objetivos que você gostaria de atingir no longo prazo (mais de 10 anos). Dois ou três que você gostaria de atingir no médio-longo prazo (entre 5 e 10 anos). Dois de médio prazo (2 a 5 anos) e um ou dois de curto prazo (até 2 anos).

Lembre-se:

  • Estes prazos são arbitrários: vocês pode estabelecer o prazo que quiser;
  • A quantidade de metas também é uma opção. Porém, quanto mais metas, maior a necessidade de recursos (tempo e dinheiro). O excesso de metas pode levar à dificuldade de concretização do planejamento no prazo estabelecido, levando ao desânimo e, eventualmente, à desistência dos seus plano;
  • Nenhuma meta é imutável. Reveja seus planos sempre que necessário.

4. “Quais são meus maiores medos?”

Medo é uma força limitadora significativa em todos os aspectos da vida. Medo do fracasso, da fome, de passar necessidade ou de colocar sua família em estado de necessidade, medo da doença, da velhice, ou ainda, de uma velhice em estado de necessidade. Estes medos são reais e tendem a paralisar e impedir movimentos de mudança.

Anote, avalie e planeje ações que poderão amenizar o impacto do medo na concretização de seus sonhos. Medo de ficar sem dinheiro? Trace um plano para criar e manter um fundo de reserva financeira que o permita sentir-se confortável antes de trocar de emprego ou de iniciar um novo empreendimento. Medo de uma velhice em estado de necessidade? Faça planos para uma aposentadoria segura, onde não haja necessidade de contar com o apoio de recursos públicos (INSS, SUS, Farmácia Popular, etc.).

Lembre-se: para tudo existe uma saída. Com planejamento e disciplina, tudo é possível!

Beijos,
E até a próxima…

5 Erros Graves de Gestão

By Andréia Frota
Em 28/04/19

5 Erros Graves de Gestão

1. Tratar o caixa da empresa como se fosse seu

Um dos maiores erros de gestão consiste em misturar o dinheiro da empresa com o do seu proprietário. Pagar o colégio das crianças no caixa da empresa, ou comprar matéria-prima com seu cartão pessoal leva ao descontrole e, em pouco tempo, já não se sabe mais se você está consumindo o dinheiro que deveria estar gerando renda para você ou se o seu dinheiro pessoal está financiando a empresa, ocultando deficiências na gestão do fluxo de caixa ou na margem de lucro.

Estabeleça um percentual máximo de dividendos ou pró-labore para retirada periódica: esse dinheiro é sagrado! Se a empresa não consegue pagar seus rendimentos, refaça as contas: ou a empresa não está gerando o lucro esperado ou as retiradas propostas estão acima da capacidade financeira da empresa. Lembrando que toda empresa em início de operação precisa de um tempo para maturar o suficiente a ponto de permitir retiradas de lucros e pro-labore.

Não use o caixa da empresa para pagar despesas pessoais: se as retiradas previstas não estão sendo suficientes à sua sobrevivência, você precisa rever seu orçamento pessoal ou gerar renda extra. Mas nunca pegue empréstimos no caixa da empresa, caso contrário, esta, que é sua fonte de renda, poderá ficar em apuros, sem dinheiro para comprar matéria-prima ou para pagar seus empregados e demais contas básicas essenciais à sua adequada operação.

Mantenha um capital de giro suficiente para que a empresa possa fazer frente às despesas mensais, especialmente quando há grande espaçamento entre o período de pagamento de fornecedores e o recebimento efetivo das vendas a prazo.

 

2. Não manter reserva de lucros

Máquinas e equipamentos possuem um tempo limite de produção. Expirado este tempo, começam a quebrar com frequência e os gastos com manutenção acabam por consumir sua margem de lucro. Ademais, com o constante desenvolvimento da tecnologia, vão se tornando obsoletos e sua empresa corre o risco de perder espaço em função de uma concorrência mais moderna e eficaz no atendimento às necessidades dos clientes.

Assim, é muito importante sempre guardar uma parte dos lucros para reinvestir, quando necessário, ou ainda, fazer frente a despesas não previstas, como a necessidade de realizar uma obra, melhoria das instalações, mudança de endereço, reposição temporária de empregados afastados por licença médica, dentre outros.

 

3. Não ter metas

Quem não sabe para onde quer ir, fica à deriva e perde o lugar para quem navega rumo ao atendimento à necessidade dos clientes e do mercado. Para sobreviver em uma economia tão complexa é essencial conhecer o seu cliente, o seu mercado, ter idéia de direção e corrigir o rumo quando necessário.

 

4. Abandonar o negócio aos cuidados de terceiros

Se você que é dono da empresa, investiu seu suado dinheiro para criar um empreendimento, depende dos resultados financeiros para ser remunerado, não está preocupado em administrar a empresa de perto, o que o faz crer que um empregado que ganha, muito provavelmente, um piso salarial, irá cuidar por você?

Não que empregados não sejam confiáveis. Não se trata de confiança: trata-se de motivação. Se a idéia é ficar em casa e deixar o dinheiro trabalhar sozinho, melhor investir no mercado financeiro. Nenhuma empresa anda sozinha. Uma boa administração e acompanhamento é essencial ao sucesso de qualquer empresa.

 

5. Ser uma empresa de um cliente só

Fechar um grande contrato, capaz de pagar todas as contas e gerar um lucro considerável é fantástico. Mas ter todo o seu negócio baseado em um único cliente é certeza de problemas em um futuro próximo. Se, por algum motivo, o cliente atrasa o pagamento ou rescinde o contrato, acabou a sua empresa.

Diversifique! Busque alternativas. Um bom contrato não é garantia de futuro certo.

 

Beijos,

E até a próxima…

Está na hora de modernizar a sua empresa?

By Andréia Frota
Em 28/04/19

Está na hora de modernizar sua empresa?

Se você é como eu, que adora tecnologia, especialmente quando se refere a máquinas de bordado, costura, computadores, tablets e afins, certamente está se perguntando: está na hora de trocar de máquina? Oi? Máquina de bordar? Siiim!!! Adivinha! Nas horas vagas eu amo fazer patchwork e quilts bordados… Pintura em MDF, tricot, crochet… pense em uma forma de artesanato e, muito provavelmente eu já estive por lá…

Porém, uma coisa é a modernização por hobby: eu compenso o custo dos equipamentos e materiais substituindo no orçamento pessoal outros itens que não considero tão relevantes na minha vida. Ao invés de trocar de carro, por que não comprar uma bordadeira computadorizada ou uma super máquina de costura com potência suficiente para costurar um acolchoado? Não que seja certo ou errado trocar de carro ou comprar um celular de última geração, por exemplo. É tudo uma questão de preferência pessoal, escolhas e, é claro, planejamento para não apertar nas contas…

Mas quando estamos falando de investimento e negócios, a história é um pouco diferente. Todo investimento em modernização precisa fazer sentido: a compra de novos equipamentos permitirá aumentar a produção e/ou o faturamento, sem afetar as margens de lucro? Não modernizar, poder colocar a empresa em risco, abrindo espaço para a concorrência? Qual o valor que o novo equipamento agregará ao seu negócio e ao cliente? Lembrando: “valor” não é a quantidade de dinheiro, mas sim, de “interesse” ou “desejo” que se pretende agregar.

Vamos a um exemplo: supondo que você tenha uma confecção de bolsas de tecido (ecobags). A empresa não tem empregados e produz, mensalmente, 3.000 peças a um custo unitário de R$ 10,00. As peças são vendidas a R$ 15,00, gerando uma margem de lucro de R 5,00 por peça, ou seja, 33,33%. Porém, analisando o mercado, você percebeu que se as sacolas tiverem alguns detalhes bordados, como o nome da pessoa ou empresa que adquire as bolsas ou imagens de personagens infantis, talvez seja possível ampliar o mercado de vendas, aumentar a quantidade de peças vendidas e/ou o preço de venda aplicado atualmente. Vamos fazer as contas?

Peças produzidas por mês ( q ):                  3.000
Preço de venda médio ( PV ):  R$            15,00
Custo de mercadoria vendida (CMV):  R$            10,00
(incluindo tributos)
Faturamento no mês ( q x PV ):  R$    45.000,00
Lucro Líquido:  q x ( PV – CMV):  R$    15.000,00
Lucro por peça (PV-CVM):  R$              5,00 33,33%
Preço do equipamento e acessórios (a):  R$      9.000,00
Tempo de vida útil (em anos = t):                          5
Manutenção anual (m):  R$         450,00
Custo mensal:
Depreciação: a / (t * 12)  R$         150,00
Provisão para manutenção ( m / 12):  R$            37,50
Operador (remuneração e encargos):  R$      3.000,00
Material (linha, entretela, agulhas, etc):  R$         200,00
Energia elétrica:  R$         100,00
Total:  R$      3.487,50
Custo adicional por peça:  R$              1,16
CMV novo  (CMV + custo adicional):  R$            11,16
Mantendo a margem de lucro anterior
o preço final passaria para:  R$            16,74 (PV x CMV novo) / CMV anterior

Agora, antes de decidir pela aquisição, você precisa responder às seguintes perguntas:

1. Você possui disponível o valor do investimento (no nosso exemplo, R$ 9.000,00)? Caso não tenha disponível o valor necessário ao investimento, não esqueça de incluir o valor dos juros no custo de aquisição. E, nunca, nunca, nunca, jamais em tempo algum se esqueça: o valor disponível para a compra de bens e mercadorias de forma parcelada não é a sua receita bruta (no exemplo acima, R$ 45.000,00), mas sim, um percentual da sua margem de lucro mensal (a parcela dos R$ 15.000,00 que você não utiliza como capital de giro ou como retirada para sustento próprio). O ideal é que você faça uma “reserva de lucros” para investimentos futuros, evitando o gasto com juros e endividamento da empresa.

2. Seu produto continuaria viável a um preço de venda de R$ 16,74?

3. Você teria condições (tempo disponível) para produzir mais de 3.000 peças mensais ou seria necessário contratar mais um operador? Caso necessite mais um operador, não se esqueça de incluir este valor nos custos.

4. Caso decida aumentar a produção, existe mercado para estes produtos?

5. O que muda no seu planejamento estratégico em termos de distribuição, mercado e parcerias?

Importante:

  1. Os cálculos foram realizados com números hipotéticos. Antes de comprar qualquer equipamento, pesquise o preço real, custo de manutenção, consumo de energia, materiais de consumo (agulhas, entretelas, linhas, bobinas extras, bastidores extras, tintas, custo de mão-de-obra adicional para ajudar na confecção e demais elementos que afetam o seu custo).
  2. Calculamos a margem com base em uma tributação mensal fixa, como ocorre no MEI. Em caso de empresas sujeitas à tributação sobre receita e venda, é necessário adicionar o novo custo tributário incidente sobre o incremento de preço (ICMS, PIS, COFINS, etc).

Bjs.

E até a próxima…

Kit Home Chef

By Andréia Frota
Em 09/04/19

Sabe aquele domingo a tarde, chuva caindo, vontade zero de sair e dá aquela vontade de comer algo diferente? Aí, a criatura abre a geladeira, abre os armários e… descobre que só tem ingredientes para fazer um omelete… Ou, com muita sorte, um estrogonofe.

O que fazer?

Opção 1: enfrenta a chuva e sai para comer. Não é uma boa opção se você mora em lugares como o Rio de Janeiro, que ameaçou cair uma gota d’água e já está tudo alagado. Sério! Fechou o tempo, não coloco meu lindo pezinho para fora por nada deste mundo…

Opção 2: dependendo da localidade onde você mora, até dá para pedir comida fora. Mas, o mais provável, é que vai acabar morrendo na pizza mesmo. Mais fácil de pedir e não precisa ficar procurando de cardápio em cardápio no ifood, uber eats e similares. Nada contra estes aplicativos! Se não fosse o ifood, muito provavelmente eu já teria definhado de fome… Procure no dicionário um sinônimo para “horror a entrar em fila de mercado para fazer compras”. Certamente, a palavra associada será “Andréia”, essa que vos fala.

Mas, que tal uma terceira opção? Uma assinatura onde a empresa envia periodicamente uma caixa com uma receita e todos os ingredientes que você precisa para prepará-la? Vendida em quantas porções você desejar (queria entender porque tudo é vendido em duas porções!!! Os solteiros ou divorciados são obrigados a comprar tudo em dobro!)…

Imagine ainda ter a opção de incluir uma bebida e/ou sobremesa combinando (olha uma parceria se formando com uma distribuidora de bebidas!)… E, para aqueles clientes que não sabem cozinhar, um site com vídeos e dicas, acessível somente aos assinantes…

Opções para quem está de dieta, opções para veganos, vegetarianos, pessoas com restrições alimentares, crianças… dependendo do tipo e periodicidade da assinatura, a entrega poderia incluir ainda frutas e vegetais frescos, orgânicos (que tal uma parceria com pequenos produtores?)…

E o melhor: você não precisa manter nada em estoque! As compras serão de acordo com as entregas previstas na assinatura (você monta o cardápio! De preferência, com o suporte de uma nutricionista, tornando seu produto ainda mais atrativo). Não há necessidade de loja física: você pode criar um website e/ou aplicativo para celular, divulgar nas redes sociais, no seu trabalho, entre os familiares, escolas, panfletos na feira…

Fora do Brasil já existem empresas que fazem estas assinaturas. Como exemplo:

https://www.gousto.co.uk/

https://www.homechef.com/how-it-works

https://www.hellofresh.com/plans

https://www.abelandcole.co.uk/recipe-boxes/meal-kits

Para permitir a entrega em várias regiões do país, pode ser pensado ainda um sistema de franquias, ou cooperativa (teria forma melhor de distribuir a produção rural do que a criação de um site de alcance nacional com entregas diretas a consumidor final?). Enfim: sua criatividade e disposição para empreender e forjar boas alianças é o limite.

Mas não se esqueça: antes de começar um novo negócio, pesquise, planeje, faça as contas…

Boa sorte!

E até a próxima…

 

Lanches Escolares Saudáveis

By Andréia Frota
Em 07/04/19
Lanches Escolares Saudáveis

Imagem de pixel2013 por Pixabay

Meus filhos hoje são adultos e aguardo ansiosamente para que um deles (ou ambos) me presenteiem com netos… Como muitas mães divorciadas, criei meus filhos sozinha e tive que me desdobrar por muitos anos entre os cuidados com as crianças, cuidar da vida social, estudo e alimentação deles, casa, trabalho, carreira, estudo de línguas, faculdade, pós-graduação, dentre milhões de outras tarefas… sem as facilidades da internet e do comércio eletrônico, que só se popularizou no final da adolescência deles.

Mas, apesar de todas as invenções mais modernas, algumas coisas não mudam. Uma delas é a preocupação com a alimentação dos filhos. Sim! Meu filho mais velho já tem quase 30 anos e ainda quero saber o que está na geladeira dele! Minha filha come na rua quase todos os dias e meu coração fica apertado pensando nos riscos de sobrepeso e diabetes, tão comuns no mundo atual (façam o que eu digo e não façam o que eu faço!).

Considerando que todo empreendimento tem como essência agregar valor ao cliente, creio que temos aqui um nicho empresarial bem interessante a ser desenvolvido: o que poderia facilitar a vida de pais e mães que possuem uma agenda tão complicada? Que produto ou serviço poderíamos criar para atender a este setor tão carente de novas propostas? Que peso poderíamos aliviar na sobrecarga diária da vida de um pai ou mãe que trabalha fora?

Dia desses, folheando uma revista (Pequenas Empresas e Grandes Negócios, edição de março/19… sim! Minha idéia de passar o tempo é ler sobre empreendedorismo… e tributos… e finanças pessoas… nenhuma novidade aqui para quem me conhece… rsss), me deparei com uma idéia que teria feito minha vida muuuito mais fácil: lanche escolar saudável, entregue na escola, fresco, supervisionado por uma nutricionista! Sem correria para passar no mercado entre o trabalho e a faculdade para comprar lanches fáceis e rápidos como achocolatados ou sucos de caixinha, biscoitos recheados, bolos prontos ou, pior: dar dinheiro aos filhos para que eles mesmos escolham o que comer na cantina da escola… deixar a opção aos pequenos, na certa teremos refrigerante, batata-frita, chocolate e bala no lanchinho… todos os dias!

O preparo e entrega de lanches é um negócio que demanda baixo investimento, é rápido de ser implementado e com propostas inteligentes: entregar o lanche na escola, antes do recreio, gera grande economia em termos de transporte, que fica concentrado em poucos locais, e permite oferecer o lanche sempre fresquinho.

Mas, Andréia, isso não é um negócio sazonal? Como fica o faturamento nas férias? Aqui entra a criatividade. Lembre-se: férias escolares para mães e pais que não conseguem tirar férias no mesmo período é uma complicação enorme: as crianças precisam comer da mesma forma! Que tal oferecer o lanche fresquinho também nas colônias de férias, pacotes de festa na escola ou em casa, pacotes para finais de semanas e feriados? As opções são muitas. Mas cuidado com o custo do transporte: não se esqueça de incluir em seus cálculos de precificação os gastos com a entrega.

Por onde começar?

Para desenvolver este negócio, é possível adquirir uma franquia, o que simplifica a vida de quem está começando (cardápios prontos, suporte e treinamento do franqueador, divulgação de uma única marca) ou criar sua própria empresa do zero.

Faça uma pesquisa de mercado: visite escolas próximas de onde você mora, converse com a diretora, converse com algumas mães na escola, verifique empresas que já possuem uma proposta pronta de franquia, verifique fornecedores de alimentos próximos, faça as contas… e, principalmente, não deixe de consultar a legislação local quanto a eventuais regras especiais ou limitações para a abertura de empresas de revenda de alimentos.

E, nunca se esqueça: Planejamento estratégico é essencial antes da abertura de qualquer negócio. Veja aqui um formulário que vai ajuda-lo a pensar e estruturar o seu negócio:

Canvas

Leia também:

Antes de começar um novo negócio…

 

Boa sorte!

E até a próxima…

Quem possui MEI precisa declarar Imposto de Renda Pessoa Física?

By Andréia Frota

Em 06/04/19

Quem possui MEI precisa declarar Imposto de Renda Pessoa Física?

Ao registrar-se como Microempreededor Individual – MEI, na prática, a pessoa física está abrindo uma empresa que, como tal, possui inscrição própria como contribuinte – o famoso “CNPJ” (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Essa empresa é um contribuinte distinto de seu proprietário. Ou seja, o fato de ser obrigatório o preparo e envio da Declaração Anual de Faturamento do CNPJ da empresa (DASN), não significa que o CPF (matrícula do contribuinte pessoa física) fique automaticamente dispensado de apresentar a Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física – DIRPF.

As regras de dispensa ou de obrigação de apresentar a DIRPF não estão diretamente relacionadas com o MEI: na prática, vai depender dos rendimentos anuais da pessoa física como um todo, o que inclui rendimentos como empregado, aplicações financeiras, venda de imóveis, negociações em bolsa de valores, dentre outros.

Mas como declarar os rendimentos auferidos como MEI quando a pessoa física estiver obrigada a apresentar a DIRPF?

A lei complementar 123/06 dispõe o seguinte:

Art. 14.  Consideram-se isentos do imposto de renda, na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário, os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular ou sócio da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional, salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços prestados.

1o  A isenção de que trata o caput deste artigo fica limitada ao valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei no 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sobre a receita bruta mensal, no caso de antecipação de fonte, ou da receita bruta total anual, tratando-se de declaração de ajuste, subtraído do valor devido na forma do Simples Nacional no período.

2o  O disposto no § 1o deste artigo não se aplica na hipótese de a pessoa jurídica manter escrituração contábil e evidenciar lucro superior àquele limite.

 

Traduzindo:

1. Rendimentos tributáveis em qualquer situação:

Verbas recebidas da empresa a título de pró-labore (remuneração como administrador da empresa), aluguéis cobrados da empresa ou serviços prestados à mesma, serão sempre registradas na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas” da declaração da pessoa física.

2. Lucro nas empresas que não possuem escrituração contábil

O MEI não é obrigado a ter contabilidade ou a contratar um contador. Mas se a empresa não possui registros contábeis, existe um limite para a distribuição de renda não tributada. Esta renda é apurada com uma base presumida: sobre a receita bruta auferida, deduzida das devoluções, vendas canceladas e descontos incondicionais, devem ser aplicados os seguintes percentuais:

– Venda de mercadorias e transporte de cargas: 8%

– Prestação de serviços de transporte, exceto de carga: 16%

– Prestação de Serviços: 32%

Exemplos:

– Supondo que a empresa faturou, no ano, R$ 60.000,00 em venda de mercadorias. O total dos rendimentos isentos da pessoa física será R$ 60.000,00 x 8% = R$ 4.800,00

– Supondo que a empresa faturou, no ano, R$ 70.000,00 em serviços. O total de rendimentos isentos da pessoa física será R$ 70.000,00 x 32% = R$ 22.400,00

Estes valores devem ser declarados na ficha de “Rendimentos Isentos ou Não Tributados”, na linha de “Lucros e Dividendos Recebidos”.

Se as retiradas ou lucros distribuídos foram superiores aos limites acima, o excedente deve ser declarado na ficha de “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas”.

3. Lucro nas empresas que possuem escrituração contábil

Quando existe o registro contábil das movimentações financeiras, tais como receitas, despesas e custos, com demonstrações financeiras devidamente elaboradas e assinadas por um contabilista, a totalidade do lucro apurado será isenta de imposto de renda na pessoa física, independentemente do valor pago ao titular do MEI.

Exemplo:

– Supondo que a empresa obteve um faturamento anual de R$ 70.000,00 e teve gastos de R$ 5.000,00. A empresa poderá distribuir até R$ 65.000,00 para o seu proprietário sem que este seja tributado na pessoa física.

Estes valores devem ser declarados na ficha de “Rendimentos Isentos ou Não Tributados”, na linha de “Lucros e Dividendos Recebidos”.

 

Dúvidas? Envie seu email para: duvidas@manualdaempresa.com.br

Não fazemos consultoria individualizada, mas talvez sua dúvida possa se transformar em um artigo que vai ajudar a várias pessoas que possuem a mesma questão.

Beijos,

E até a próxima…

 

 

 

Metas

By Andréia Frota
Em 02/04/2019

metas

“Um sonho é apenas um desejo, até o momento em que você começa a atuar sobre ele, e propõe-se a transformá-lo em uma meta”.

Mary Kay Ash

Para que seus sonhos possam transformar-se em realidade é importante organizá-los em ações planejadas e coordenadas voltadas ao atingimento de metas. O primeiro passo é trazer as idéias e aspirações que, no momento, estão apenas em sua mente, e colocá-los papel. Não precisa ser “papel” no sentido literal – pode ser um arquivo de notas do celular, uma planilha excel, arquivo word, qualquer meio que você se sinta confortável: o importante é trazer aquilo que está hoje só no “plano das idéias” para o “plano real” ou “mundo das coisas”.

A seguir damos um passo a passo ajudá-lo neste processo:

1. O que é importante para você?

Faça uma lista com os valores que são mais importantes para você. Ex.: Segurança Financeira, Diversão, Conforto, Experiências, Status Social (popularidade). Coloque na lista todos os valores e fatores que podem influenciar suas decisões.

2. Quais são suas prioridades?

Coloque uma ordem de prioridade em sua lista de valores. Exemplo: se tivesse que escolher entre segurança financeira e experiência (estudar no exterior, mudar de cidade, etc.), por qual deles você optaria?

Lembre-se: não há certo ou errado, mas prioridades que variam com a personalidade e idade de cada pessoa.

3. Do que você tem medo?

Conhecer seus medos e limitações é essencial ao planejamento de metas. Conhecendo seus medos, situações ou emoções que paralisam ou bloqueiam seus projetos, inseguranças que fazem com que inconscientemente seus planos sejam sabotados, permite que você pense nos próximos passos e crie mecanismos para lidar com estas travas. Ex.: medo de ficar sem emprego e sem sustento, medo de não ter suporte na velhice, insegurança para lidar com dinheiro e investimentos, dentre outros, são obstáculos muito comuns.

4. Quais os seus sonhos?

Sem filtro: coloque no papel tudo o que você gostaria de realizar em sua vida. Não importa quando, onde ou como – o plano de ação será uma etapa futura do planejamento.

5. Priorize e escolha alguns sonhos para começar seu planejamento estratégico.

Recursos (tempo e dinheiro) são limitados e fazer “tudo ao mesmo tempo agora” é exaustivo e complicado. Assim, vamos começar com pequenos passos: dois ou três sonhos de curto prazo, dois ou três de médio prazo e um de longo prazo.

6. Transforme seus sonhos e aspirações em declarações.

Exemplo: “comprar um Iphone X até dezembro do próximo ano”, “poupar R$ 15.000,00 para uma viagem a Londres em junho/2021”, “aposentar aos 65 anos com uma renda mensal de R$ 6.000,00”.

Para fazer a sua declaração de metas utilize a metodologia “inteligente” (do inglês “SMART”). Suas metas devem ser:

S Specific (específicas, determinadas, claras). “Quero abrir um negócio” ou “quero emagrecer” são metas amplas demais. Sua declaração de meta ficaria mais específica assim “quero elaborar um projeto de investimento relacionado a…….. cuja data de início de implantação será em ……… e que deverá aumentar meus rendimentos mensais em, no mínimo, xxx% em xx meses” ou “quero emagrecer 3 kg até o dia xx/xx/xx”.

MMeasurable (Mensuráveis, quantificáveis) – o que não pode ser medido fica impossível de ser controlado. Estabeleça  quantidades e valores a serem alcançados: poupar R$ xxx,xx até xx/xx/xx para uma viagem ao Canadá. Aumentar a renda mensal em xx% até xx/xx/xx. Gerar renda mensal de R$ xxxx,xx a partir de xx/xx/xx.

AAchievable / Action Oriented (Alcançáveis, possíveis de ser atingidas orientadas à ação). Metas impossíveis geram frustação  e tendência ao abandono do projeto em pouco tempo.

R Relevant / Realistic (Relevantes, razoáveis). “razoável” não significa “pensar pequeno”, mas sim, criar desafios possíveis. Abrir um pequeno negócio que em um mês irá gerar R$ 1 milhão, emagrecer 20 kg em uma semana, não são razoáveis. E, importante, a meta deve ser relevante PARA VOCÊ. Sonhos estão relacionados às emoções. Se a meta não for importante para você, ficará difícil manter a disciplina e disposição para seguir com o projeto até o final.

TTime-bounded / Traceble (com tempo determinado para concretização, passíveis de acompanhamento)

Importante:

  • Cuidado com o excesso de metas: emagrecer 20 kgs em 6 meses, começar uma faculdade, começar um novo negócio, comprar uma casa, investir – “tudo ao mesmo tempo agora”…
  • Evite palavras como “não”, “nunca”, “jamais”. Declaração de metas devem ser positivas.

 

Beijos,

E até a próxima…

5 Dúvidas frequentes sobre o MEI

By Andréia Frota
Em 31/03/2019

O Microempreendedor Individual – MEI possui uma série de benefícios, como contabilidade e cálculo de tributos simplificados, carga tributária reduzida, linhas de crédito especiais, legalização simples e ágil, dentre outras. Contudo, para manutenção destes benefícios alguns cuidados são essenciais. No artigo de hoje respondemos a 5 dúvidas frequentes – situações práticas que devem ser observadas pelo empresário antes de optar pelo MEI:

É permitido o registro no MEI de pessoas que possuem registro como empregado?

Sim. A princípio, não há norma que vede o exercício de atividade empresarial e o vínculo empregatício simultâneo. Mas é importante que, ANTES de efetuar o registro como MEI, você verifique se existe alguma limitação em relação ao seu contrato de trabalho, como, por exemplo, acordo de exclusividade, risco de enquadramento como concorrência desleal (quando, por exemplo, você negocia como empresário o mesmo produto que o seu empregador), conflito de interesse e/ou de horários, dentre outros. A existência destes conflitos pode levar a uma demissão por justa causa.

É verdade que quem possui MEI não recebe seguro-desemprego?

A lei não impede que uma pessoa com vínculo empregatício, ao ficar desempregada, venha a receber o seguro desemprego APENAS por ter registro no MEI. O que a lei veda é o recebimento do benefício quando a pessoa tiver outras fontes de renda. Como o objetivo do MEI é o exercício de atividade empresarial, normalmente o benefício é negado, o que obriga o beneficiário a recorrer administrativamente ou até mesmo a propor medida judicial que garanta a percepção do seguro-desemprego. Nos termos da lei 7.998/90

Art. 3º Terá direito à percepção do seguro-desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa que comprove:

(…)

V – não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.

(…)

4o  O registro como Microempreendedor Individual – MEI, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, não comprovará renda própria suficiente à manutenção da família, exceto se demonstrado na declaração anual simplificada da microempresa individual.

Posso indicar como domicílio da empresa o meu endereço residencial?

Depende. Antes de abrir sua empresa, é necessário verificar na lei municipal se existe alguma limitação ao exercício da atividade no endereço desejado ou se é necessária alguma licença adicional como, por exemplo, vigilância sanitária. Se o imóvel for alugado, é necessário ainda verificar se existe algum impedimento em seu contrato de locação e/ou na convenção do condomínio.

É importante lembrar que alguns seguros não cobrem danos na residência no caso de exercício de atividade empresarial no mesmo endereço. Caso possua seguro residencial, verifique as limitações de sua apólice.

É possível ainda que a operadora de telefonia fixa e a distribuidora de energia aumente as suas tarifas: normalmente, o valor cobrado de pessoas físicas e jurídicas é diferenciado.

Sou sócio de uma empresa, mas minha participação é muito pequena: 0,01%. Posso abrir uma outra empresa no MEI?

Não. O art. 18-A, § 4º, III da Lei Complementar 123/06 expressamente veda a opção pelo MEI de pessoas que participem de outra empresa como titular, sócio ou administrador.

É verdade que existe uma “margem de segurança” de 20% para extrapolar o limite de enquadramento no MEI?

Não. Caso a empresa ultrapasse o limite de faturamento previsto em lei, haverá o desenquadramento no benefício:

– Se o MEI exceder o limite legal em até 20%, haverá o desenquadramento a partir do primeiro dia do ano-calendário subsequente, e a emissão de um DAS (guia de recolhimento de tributos) complementar.

– Se o limite legal for ultrapassado em mais de 20%, o desenquadramento será retroativo, sendo os tributos complementares cobrados com juros e multa. Se for o primeiro ano da empresa, retroage à data de abertura. Se o excesso ocorrer nos anos subsequentes, retroage ao primeiro dia do ano-calendário em que houver o excesso.

Limite legal (2019): R$ 81.000,00 ao ano. Se for o primeiro ano de funcionamento da empresa, o limite será de R$ 6.750 x número de meses a partir do registro.

Desenquadramento no ano subsequente: faturamento entre R$ 81.000,00 e R$ 97.200,00 (no caso de primeiro ano de funcionamento, considerar R$ 6.750,00 x nº meses x 1,2)

Desenquadramento no mesmo ano: faturamento maior que R$ 97.200,00 (no caso de primeiro ano de funcionamento, considerar R$ 6.750,00 x nº meses x 1,2)

 

Beijo grande,

E até a próxima…